Sua saudação: “Getruá Boiadeiro”, “Xetro Marrumbaxêtro” Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, rendices, superstições e fé.
Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro - habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como
se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.
Enquanto os "caboclos índios" são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
CABOCLO BOIADEIRO - “GETRUÁ BOIADEIRO”,

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois. Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha. No Terreiro os Boiadeiros vêm "descendo em seus aparelhos" como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus. Quando o médium é mulher, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até da sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores. Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos. Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc ... |
25 DE OUTUBRO ....SALVE SÃO CRISPIM E CRISPINIANO!

Sempre acoplados a Cosme e Damião estão estes outros dois santos do catolicismo. Foram dois irmãos nobres romanos que foram martirizados em Soissons, França. Os irmãos eram sapateiros e acompanhavam São Quintino em sua viagem a França, tirando o seu sustento fazendo sapatos. A tradição diz que eles eram estudiosos da doutrina cristã e eram muito bons pregadores e quando foram presos e levados presença de Rictiovarus, que detestava os cristãos; Crispin e Crispiniano deixaram Rictiovarus tão nervoso com sua argumentação sólida e perfeita sobre Jesus, que Rictiovarus cometeu suicídio.O co-imperador Maximiano (286-305) furioso ordenou a sua morte imediata por decapitação em 286 DC. Eles são os padroeiros dos fabricantes de sapatos e dos sapateiros e foram muito populares na Idade Média. Na tradição da Igreja inglesa é dito que eles viveram por algum tempo em Faversham, Kent, Inglaterra.
Na arte litúrgica, eles são mostrados segurando sapatos ou ferramentas de sapateiro.
Sua festa é celebrada no dia 25 de outubro
TRADIÇÃO DOS DOCES DE COSME E DAMIÃO.
Ainda me lembro bem da minha infância, era a epôca que eu mais gostava, até levantava cedo, só pra poder pegar doces por ai...Tempos que não voltam mais....
Mas quem eram Cosme e Damião e de onde vem esta tradição popular de distribuição de doces em 27 de setembro ?
Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibejis) da tradição africana yoruba. São Cosme e São Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27. No dia 27 as crianças saem às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos santos e, as famílias aproveitam para fazer um grande almoço, servindo a comida típica da data: o chamado caruru dos meninos.
Segundo a lenda africana, os orixás-crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade dos mabaças (gêmeos) a Xangô, tanto que a comida servida aos Ibejís ou Erês, chamados também carinhosamente de “crianças” é a mesma que é oferecida a Xangô, o senhor dos raios, o caruru. Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Junto com o caruru são servidas também as comidas de cada orixá, e enquanto as crianças se deliciam com a iguaria sagrada, à sua volta, os adultos cantam cânticos sagrados (oríns) aos orixás.quarta-feira, 30 de setembro de 2009
KAÔ CABECILE!
OS 12 MINISTROS DE XANGÔ.
Este tema vem mostrar, o conteúdo simbólico referente aos Doze Ministros de Xangô, dentro da Cabala da Umbanda.
Os Reis Iorubanos reivindicam Xangô como ancestral. Ele foi o quarto Rei legendário do Oyó. Diz a lenda que Xangô tinha poder de fazer cair o raio à vontade. Ele possuía, igualmente, os talismãs que lhe permitiam emitir fogo e flama pela boca e narinas, e foi assim que Xangô ganhou diversas guerras e anexou os territórios vizinhos do seu reino.
Oyó, capital de Iorubá - antigamente simples acampamento dos Nagôs, para a doma de búfalos - era governada por Abiodum, um dos primeiros Reis do povo Nagô, ele era amigo do seu povo, pois prosperava à olhos vivos e vistos. Com sua morte, sucedeu-o Awolé, que afinal, este abdicou em favor de Arogangam. Foi então que surgiu Bêri, depois chamado Xangô, daí por diante o povo passou a obedecê-lo em vez do Rei.
Xangô é o Orixá justiceiro, castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores.
Na época de seu desaparecimento, houve uma tempestade de violência nunca vista, desabou sobre o mundo com trovoada e relâmpagos e raios, provocando uma grande chama na Terra; os homens da nação Nagô tiveram medo, e exclamaram: Xangô se tornou um Orixá; em seu desaparecimento Xangô leva consigo as favoritas, entre suas mulheres, Oxum e Oyá, para as nuvens.
Depois do seu desaparecimento, formou-se um Conselho de ministros encarregados de manter vivo o seu culto.
Esse Conselho foi organizado com os Doze ministros que, na Terra, o haviam acompanhado, Seis do lado direito, Seis do lado esquerdo.
Seus nomes dentro da Cabala de Umbanda:
Lado direito Lado esquerdo
Abiodum Are
Onikôy Otum
Aréssa Onanxôkum
Onanxokume Oko
Oba-telá Kaká
Olugbam Nfô e Ossis Onikôyi
Juntos, formam a geração onde os Doze Ministros, vêm representar:
Os do lado direito : Os Mestres
Os do lado esquerdo: Livre Arbítrio
Os Reis Iorubanos reivindicam Xangô como ancestral. Ele foi o quarto Rei legendário do Oyó. Diz a lenda que Xangô tinha poder de fazer cair o raio à vontade. Ele possuía, igualmente, os talismãs que lhe permitiam emitir fogo e flama pela boca e narinas, e foi assim que Xangô ganhou diversas guerras e anexou os territórios vizinhos do seu reino.
Oyó, capital de Iorubá - antigamente simples acampamento dos Nagôs, para a doma de búfalos - era governada por Abiodum, um dos primeiros Reis do povo Nagô, ele era amigo do seu povo, pois prosperava à olhos vivos e vistos. Com sua morte, sucedeu-o Awolé, que afinal, este abdicou em favor de Arogangam. Foi então que surgiu Bêri, depois chamado Xangô, daí por diante o povo passou a obedecê-lo em vez do Rei.
Xangô é o Orixá justiceiro, castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores.
Na época de seu desaparecimento, houve uma tempestade de violência nunca vista, desabou sobre o mundo com trovoada e relâmpagos e raios, provocando uma grande chama na Terra; os homens da nação Nagô tiveram medo, e exclamaram: Xangô se tornou um Orixá; em seu desaparecimento Xangô leva consigo as favoritas, entre suas mulheres, Oxum e Oyá, para as nuvens.
Depois do seu desaparecimento, formou-se um Conselho de ministros encarregados de manter vivo o seu culto.
Esse Conselho foi organizado com os Doze ministros que, na Terra, o haviam acompanhado, Seis do lado direito, Seis do lado esquerdo.
Seus nomes dentro da Cabala de Umbanda:
Lado direito Lado esquerdo
Abiodum Are
Onikôy Otum
Aréssa Onanxôkum
Onanxokume Oko
Oba-telá Kaká
Olugbam Nfô e Ossis Onikôyi
Juntos, formam a geração onde os Doze Ministros, vêm representar:
Os do lado direito : Os Mestres
Os do lado esquerdo: Livre Arbítrio
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