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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUM.


Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.

O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.

Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.

Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.

Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.

O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.

Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.

Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.


OXUM


Dia: Sábado

Cores: Amarelo – Ouro

Símbolo: Leque com espelho (Abebé)

Elemento: Água Doce (Rios, Cachoeiras, Nascentes, Lagoas)

Domínios: Amor, Riqueza, Fecundidade, Gestação e Maternidade

Saudação: Eri Yéyé ó!



Na Nigéria, mas precisamente em Ijesá, Ijebu e Osgbó, corre calmamante o rio Oxum, a morada da mais bela Yabá, a rainha de todas as riquezas, a protetora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.

Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino.

Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos:

O primeiro filho de Oxum chama-se Idé, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seu braços. Oxum não vê defeitos em seua filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias e ela só consegue ver seu brilho.
É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até adquirirem sua independência.
Seus filhos, ou melhor, suas jóias, são sua maior riqueza.

Foi a esposa preferida de Xangô, por ser mimosa e dengosa, atendia sempre as preferências do rei, sempre servindo e agradando os seu pedidos.

NO BRASIL...

Brasil

Oxum é um Orixá feminino da nação Ijexá adotada e cultuada em todas as religiões afro-brasileiras. É o Orixá das águas doces dos rios e cachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza, em Oxum, os fiéis também buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões e na vida financeira, tanto que muitas vezes é chamada de Senhora do Ouro que outrora era do Cobre por ser o metal mais valioso da época.

Na natureza, o culto à Oxum costuma ser realizado nos rios e nas cachoeiras e, mais raramente, próximo às fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, característica que se transfere a seus filhos identificados por chorões.

12/10 * DIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

Ora Yêye o Mamãe Oxum!

Dentro da Umbanda, devido so sincretismo religioso, comemoramos no dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o dia do orixá Oxum, Minha queirida mãe e a quem devo meu ingresso dentro da minha querida religião: A umbanda.
Porém, orixá e força, seja na Umbanda ou no Camdomblé. E, aprendi com meus estudos, a respeita-los como um todo e tento aprender ainda mais e mais...
Dedico essa postagem a Oxum, orixá femimino tão querido dentro das religiões afro-descendentes, o que não poderia ser diferente, devido a sua doçura e mistério...

Ora Yêye o Mamãe Oxum!

terça-feira, 13 de outubro de 2009


Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros é no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os exus. Da mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a liberdade e a determinação que existe no homen do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. Os Boiadeiros em seus trabalhos bebem vinho ou marafo (aguardente) e fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Quando o médium é mulher e o Boiadeiro (entidade) é homen, frequentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato doa seios. Estes panos acabam por vezes, como um identificador da entidade, e até a sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.




Os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxossi, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homen do sertão, " o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.
Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços, e um pouco do branco: sua religião ( posteriormente misturada com a do índio e a do negro, sincretismo) e sua língua, entre outras coisas.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
Nos terreiros, os Boiadeiros vêm "descendo em seua aparelhos" como se estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente se trabalho e vibração
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.

28/10 * GETRUÁ BOIADEIRO - O GUIA DOS SERTÕES.

No decorrer da gira o chefe do terreiro diz " GETUÁ BOIADEIRO"

O ogãm prepara a mão e solta no couro do atabaque:

" Me chamam Boiadeiro,
Boiadeiro eu não sou não,
Eu sou laçador de gado,
Boiadeiro é meu patrão,
Getuê, Getuá,
Corda de laçar meu boi, Getuê!
Corda de meu boi laçar, Getuá!

Alguns caboclos, também chefes de terreiro, continuam para ajudar no desenvolvimento dos médiuns e a gira de Boiadeiro começa dentro da gira de Caboclos.